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Il senso di Dio come orizzonte etico nella lotta per la vita   Elenco di messaggi  
Rispondi | Inoltra Messaggio #27 di 83 |

L'analisi dell'Arcivescovo di Belo Horizonte (MG)

di Alexandre Ribeiro - Zenit.org - 13 febbraio 2008
 
il testo integrale dell'intervento di Monsignor Azevedo (v. oltre)
 
***
 
BELO HORIZONTE, mercoledì, 13 febbraio 2008 (ZENIT.org).- L'Arcivescovo di Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasile), monsignor Walmor Oliveira de Azevedo, crede che uno dei segreti della lotta in difesa della vita sia ripristinare il senso di Dio nella cultura, come orizzonte etico che illumina la vita.

Monsignor Azevedo, che è anche presidente della Commissione Episcopale per la Dottrina della Fede della CNBB (Conferenza Nazionale dei Vescovi del Brasile), ha spiegato che nella società si è imposta una cultura anti-vita come frutto di “una mentalità edonista e individualista”.

“E' una mentalità alimentata da una concezione distorta della scienza, causando e fomentando violazioni contro la vita”, ha sottolineato in un articolo inviato a ZENIT venerdì scorso.

Una cultura che privilegia gli “idoli del potere, della ricchezza e del piacere effimero” ha come conseguenza “la relativizzazione del valore e della dignità della persona”.

Quando questi idoli “diventano la norma di base nel funzionamento e nell'organizzazione sociale”, ha spiegato l'Arcivescovo, i valori sono compromessi e le dignità negate.

Si tratta, ha osservato, del risultato di opzioni che mettono da parte “il senso etico e morale come riferimento determinante di scelte e comportamenti”.

Secondo monsignor Azevedo, è in questo ambito che si gioca la “lotta specifica” “dei processi e dei tentativi di legislazione che permettono attentati contro la vita, come l'aborto”.

I gruppi abortisti e molte persone presentano come argomentazioni a favore dei loro interessi particolari la laicità dello Stato e il rispetto delle libertà, ma queste argomentazioni, nel contesto della violazione della dignità della persona, “sono assurde”.

Di fronte a questo, l'Arcivescovo sottolinea la necessità di seguire da vicino l'operato dei Parlamenti, “per non permettere passi che rendano possibile l'istituzione della cultura della morte”.

Monsignor Azevedo crede che la difesa della vita includa necessariamente “la promozione di un'adeguata comprensione della vita come dono di Dio”.

Include anche, “come capitolo centrale della preoccupazione per la dignità umana, la lotta e l'impegno permanenti nella promozione e garanzia delle condizioni perché si viva secondo la grandezza di questa dignità”.

L'Arcivescovo sottolinea che il cammino della difesa della vita non si percorre “prescindendo da Dio”, perché “la lettura e l'interpretazione della realtà che prescindono da Dio sono ottuse e mutilate”.

“E' imprescindibile ricomporre il senso di Dio nella cultura contemporanea come orizzonte etico che illumina la vita”, ha concluso monsignor Azevedo.

[Traduzione dal portoghese di Roberta Sciamplicotti]

***

Defesa da vida - Dom Walmor Oliveira de Azevedo* - Fonte: Conferenza Nazionale dei Vescovi del Brasile > Articoli dei Vescovi (http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=010c0000130)

 

A defesa da vida é a grande luta que se trava, neste momento, no coração da cultura contemporânea. Não se pode fechar os olhos e tratar com naturalidade, quando se considera “a liberalização e banalização das práticas abortivas que são crimes abomináveis, como também a eutanásia, a manipulação genética e embrionária, ensaios médicos contrários à ética, a pena de morte e tantas outras maneiras de atentar contra a vida e a dignidade do ser humano” (DA 467). A luta em defesa da vida é, pois, uma batalha na contramão desta cultura anti-vida que se estabeleceu na sociedade, fruto de uma mentalidade hedonista e individualista. É uma mentalidade fecundada por uma concepção distorcida da ciência, causando e fomentando violações contra a vida.

Nesta batalha, o Documento de Aparecida sublinha também que o compromisso de todos os que crêem em Cristo, autenticamente, seus discípulos e discípulas, é o compromisso primordial da “fidelidade ao Evangelho que exige que proclamemos a verdade sobre o ser humano e sobre a dignidade de toda pessoa humana, em todos os espaços públicos e privados do mundo de hoje e a partir de todas as instâncias da vida e da missão da Igreja” (DA 390). É muito fácil constatar, sem nenhum sentido de pessimismo, que a cultura atual, facilmente, propõe estilos de ser e viver contrários à natureza e a dignidade do ser humano. Esta é uma conseqüência dos impactos produzidos pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero. A conseqüência terrível é a relativização do valor e da dignidade da pessoa. Estes ídolos se tornam a norma máxima no funcionamento e na organização social, comprometendo valores, negando dignidades. É o resultado da opção por encaminhamentos e normatizações que descartam, de modo funesto, o sentido ético e moral como referência determinante de escolhas e de comportamentos.

Neste âmbito está travada uma luta específica em se tratando dos processos e tentativas de legislações que venham a permitir atentados contra a vida, como o aborto. As argumentações da laicidade do estado e o respeito a liberdades são absurdos que revelam grupos, nos seus interesses particulares, e muitas pessoas, com responsabilidade de representação na sociedade, advogando procedimentos e normatizações que ferem o sentido intocável da dignidade da pessoa. È, pois, de grande importância acompanhar os desdobramentos no mundo da política, os movimentos nos parlamentos e casas legislativas, de olho nos representantes do povo para não permitir passos que possibilitem o estabelecimento da cultura da morte. Por isso, quem crê em Cristo Jesus tem, no exercício de sua cidadania, o compromisso de participação política e o dever de lutar contra a aprovação de políticas que atentam contra a vida.

O princípio fundamental nesta luta é a defesa da vida desde o seu primeiro momento, na concepção, até o último na morte natural. A Igreja Católica está nesta luta, de corpo e alma, contando com seus discípulos e discípulas missionários na defesa da vida. A Campanha da Fraternidade 2008, “Fraternidade e Defesa da Vida”, é um confronto com esta mentalidade contemporânea, fecundada por um relativismo ético perigoso, resultado das idolatrias do poder, da riqueza e do prazer. É clara a luta contra o aborto e contra a eutanásia, luta iluminada pela compreensão que se baseia na certeza de que “a vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural” (DA 356). É uma luta contra a corrente do consumismo hedonista e individualista que coloca a vida humana em função de um prazer imediato e sem limites, obscurecendo e degradando o sentido verdadeiro da vida.

A defesa da vida inclui, pois, a promoção de uma adequada compreensão da vida como dom de Deus, exigindo de todos o empenho comprometido na luta contra o aborto, conscientizando a população e criando condições de apoio para que seja concreto o apreço pela vida; inclui, como capítulo central da preocupação pela dignidade humana, a luta e empenho permanentes na promoção e garantia das condições para que se viva segundo a grandeza desta dignidade. O Papa João Paulo II sublinhou que “converter-se ao Evangelho, para o povo cristão que vive na América, significa revisar todos os ambientes e dimensões de sua vida, especialmente tudo o que pertence à ordem social e à obtenção do bem comum”.

A defesa da vida é uma luta para substituir a cultura da morte pela cultura da vida. Este caminho não se percorre, recorda o Papa Bento XVI, no seu discurso inaugural da Conferência de Aparecida, prescindindo de Deus. A leitura e a interpretação da realidade que prescindem de Deus são obtusas e mutiladas. É imprescindível recompor o sentido de Deus na cultura contemporânea como horizonte ético iluminador da vida.

 

*Dom Walmor Oliveira de Azevedo, 53, arcebispo de Belo Horizonte (MG)



Mer 13 Feb 2008 11:03 pm

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